No seio de desconhecidos
Vulgar e disperso,
Longe, no tempo, duma cara familiar,
Crio amizades em silêncio,
Sem intenção de as começar.
Como a que tenho com este velho,
Por quem se me cruza na rotina,
Fitamo-nos secretamente,
Mas nenhum de nós se denúncia.
Por vezes, chego mesmo a pensar,
Que há uma conversa verdadeira,
Que ultrapassa o olhar.
Mas, quem me fala e a quem eu falo,
Quando me cruzo com a gente,
Com tantos olhares perdidos no mundo
Com quem converso realmente?
E o velho vive a sua vida,
e eu a dele e não a minha,
Ele passa, olha, continua,
Enquanto eu me prendo na pergunta,
Do que tudo significa.
Crio amizades em silêncio,
Sem intenção de as começar.
Como a que tenho com este velho,
Por quem se me cruza na rotina,
Fitamo-nos secretamente,
Mas nenhum de nós se denúncia.
Por vezes, chego mesmo a pensar,
Que há uma conversa verdadeira,
Que ultrapassa o olhar.
Mas, quem me fala e a quem eu falo,
Quando me cruzo com a gente,
Com tantos olhares perdidos no mundo
Com quem converso realmente?
E o velho vive a sua vida,
e eu a dele e não a minha,
Ele passa, olha, continua,
Enquanto eu me prendo na pergunta,
Do que tudo significa.
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